PRÓS E CONTRAS DO CICLISMO!

O ciclismo, como meio de transporte, está se tornando cada vez mais acessível e recebendo mais atenção através de ciclovias, ciclo-faixas e temos visto até agentes policiais utilizando bicicletas. Com isso outro segmento que tem crescido no Brasil é o ciclo turismo, cada vez mais organizado com mais opções de roteiros de viagens e diferentes níveis de dificuldade que podem ser feitas por qualquer pessoa.
PRÓS
A utilização da bicicleta como meio de transporte é uma excelente opção, não é poluente, permite a pessoa se deslocar ativamente por distâncias mais longas em menos tempo. Nas viagens permite a pessoa conhecer melhor as peculiaridades dos locais por onde passa.
Em relação a saúde traz benefícios, pois a pessoa mantém-se ativam e é uma boa opção de atividade de longa duração que, como já abordado em matéria anterior da Revista, este tipo de atividade traz benefícios estruturais como o aumento da rede capilar e do número de mitocôndrias (estruturas celulares responsáveis por gerar energia), por exemplo e quando estão atreladas a alguns cuidados e uma alimentação e sono adequados são uma excelente combinação.
CONTRAS
Há porém que se ter em conta que o ciclismo é uma atividade repetitiva, cíclica e como tal precisa ser complementada com outros tipos de atividades, este é o cuidado mencionado acima. Vejamos alguns dos aspectos da movimentação cíclica na bicicleta que precisam de atenção:
- Os ângulos de amplitude articular nos tornozelos, joelhos e quadril não mudam;
- É praticamente impossível manter uma organização eficiente na coluna vertebral, ou seja, nas curvas naturais da coluna;
- A sustentação do peso da cabeça, do tronco e dos braços está em parte sendo realizada pelo banco da bicicleta nunca pelas pernas o que não colabora para manter os ossos da coluna, bacia e pernas com uma densidade ideal. Acreditem, muitos ciclistas de estrada e até mesmo de montanha apresentam osteopenia ou osteoporose. Isto é simples de entender, pois precisamos de certo nível de impacto e tensão para que consigamos renovar o esqueleto ósseo de maneira eficiente. Não basta apenas aumentar a ingestão de cálcio.
- Como o peso “descansa” sobre o selim numa pequena área sobre as região dos ísquios (ossos do “sentar”) ocorre uma pressão constante nessa região provocando diminuição de fluxo sanguíneo e outros fluidos. Muitas pessoas chegam a perceber queimação nessa área depois de meia hora pedalando.
- Quando a pessoa não presta atenção, o apoio da mão quase sempre mantém o punho em flexão e pressiona a área do túnel do carpo, os ombros mantêm-se elevados e há um posicionamento da cabeça ineficiente, fechando a curvatura da cervical.
SUGESTÕES PARA EVITAR OS EFEITOS NEGATIVOS
Durante a pedalada desça várias vezes da bicicleta e faça algumas movimentações como o acocorar, agachar, sentar e levantar. Caminhe um trecho empurrando a bicicleta. Varie o lado em que desce e sobe da bicicleta.
Ao terminar a pedalada, deite-se ao chão e procure identificar quais áreas apresentam maior pressão/ rigidez, faça algumas movimentações lentas de rolar a bacia na direção dos pés e da cabeça mantendo as pernas flexionadas, em seguida deixe as duas pernas descerem devagar para um lado e depois para outro algumas vezes. Pare e perceba se as áreas que te chamaram atenção estão mais relaxadas, mais leves.
Agora você está pronto para suas outras atividades!

Bons treinos.

José Augusto Menegatti e Carla Lee

Texto publicado na Revista Ilhabela, ed. Mar 2019

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