Proposta Educativa Menegatti para Eficiência Cognitiva/Motora em Pessoas Idosas
De idoso para idosas e idosos
Este slogan nasce da minha própria condição: pela classificação brasileira, encontro-me na chamada “extra vida”, aos 78 anos, prestes a completar 79 cronológicos.
Existem dois conceitos sobre longevidade. Você, leitora ou leitor, já deve ter se deparado com eles em suas leituras em busca de informação sobre longevidade ou envelhecimento.
O anterior e mais antigo está rotulado como Expectativa de Vida, que encontramos em inglês como - Lifespan – O que significa?
É a expectativa a respeito do número de anos que uma pessoa vive, do nascimento até a morte. Não importa muito neste modelo a qualidade de vida das pessoas no sentido de independência e autonomia. Importa estarem vivas!
O modelo mais recente e contemporâneo está rotulado como Longevidade Saudável, que encontramos em inglês como – Healthspan – O que significa?
É a expectativa a respeito do número de anos que uma pessoa vive, mas considerando o estado de saúde, independência e autonomia dela.
É dentro dessa visão atual que se insere a Proposta Educativa Menegatti para Eficiência Cognitiva/Motora em Pessoas Idosas. Nossa expectativa é que as pessoas sejam protagonistas, agentes de sua saúde e bem-estar. Neste contexto o nível de eficiência da capacidade Cognitiva/Motora é o primeiro aspecto que consideramos.
Como propomos esta autonomia?
Em primeiro plano trazemos o conhecimento atualizado sobre os achados na biologia do envelhecimento humano. Autoconhecimento biológico, que nos permite fazer escolhas coerentes no gerenciamento dos pilares biológicos que estão ao nosso alcance, que não haja dependência de nada e nem de ninguém para acessá-los e usufruí-los. São eles: alimentação, sono, atividade física e gerenciamento inteligente dos agentes estressantes presentes na relação sociocultural no dia a dia da pessoa.
Nos aspectos de alimentação, sono e gerenciamento de stress social estamos seguindo as orientações dos especialistas de cada área que estejam considerando essas variáveis e que as tornem autogerenciáveis. Ou seja, o que está ao meu alcance, ao seu alcance, ao alcance de qualquer pessoa, que possa ser feita e realizada de maneira autônoma, independente. Eu escolho, eu decido, eu realizo.
Atividade física
É aqui que entra minha área de expertise. Atuei no condicionamento físico de alta performance em atividades competitivas profissionais de nível mundial no voleibol, entre 1970 a 1992. A partir desse período, decidi ajustar o conhecimento acumulado — aplicado com resultados reconhecidos internacionalmente — para a promoção da saúde e do bem-estar da maior parcela da população.
Em 2005, quando completei 58 anos, resolvi direcionar minha atenção e recursos para estudar a biologia do envelhecimento, e quero fazê-lo, enquanto puder até entender isto profundamente. Cabe dizer aqui que hoje aos 78 anos estou fazendo uma pós-graduação em Gerontologia!
Mudanças em relação a Atividade física tradicional.
As mudanças seguem no mesmo sentido na proposta de atividade física, ou seja, estão direcionadas para atingir eficiência na autonomia e independência cognitiva/motora para pessoas idosas, e primeiramente é um plano pessoal. Lembra, vou completar 79 anos.
Garanto a você leitora e leitor, são mudanças radicais que vou compartilhar com vocês nas próximas publicações aqui nesta página!
Até breve e muita saúde, bem-estar, autonomia e independência.







