Proposta Educativa Menegatti para Eficiência Cognitiva/Motora em Pessoas Idosas

José Augusto Menegatti • 2 de fevereiro de 2026

De idoso para idosas e idosos

Este slogan nasce da minha própria condição: pela classificação brasileira, encontro-me na chamada “extra vida”, aos 78 anos, prestes a completar 79 cronológicos.


Existem dois conceitos sobre longevidade. Você, leitora ou leitor, já deve ter se deparado com eles em suas leituras em busca de informação sobre longevidade ou envelhecimento. 


O anterior e mais antigo está rotulado como Expectativa de Vida, que encontramos em inglês como - Lifespan – O que significa? 

É a expectativa a respeito do número de anos que uma pessoa vive, do nascimento até a morte. Não importa muito neste modelo a qualidade de vida das pessoas no sentido de independência e autonomia. Importa estarem vivas! 


O modelo mais recente e contemporâneo está rotulado como Longevidade Saudável, que encontramos em inglês como – Healthspan – O que significa? 

É a expectativa a respeito do número de anos que uma pessoa vive, mas considerando o estado de saúde, independência e autonomia dela. 


É dentro dessa visão atual que se insere a Proposta Educativa Menegatti para Eficiência Cognitiva/Motora em Pessoas Idosas. Nossa expectativa é que as pessoas sejam protagonistas, agentes de sua saúde e bem-estar. Neste contexto o nível de eficiência da capacidade Cognitiva/Motora é o primeiro aspecto que consideramos. 


Como propomos esta autonomia?


Em primeiro plano trazemos o conhecimento atualizado sobre os achados na biologia do envelhecimento humano. Autoconhecimento biológico, que nos permite fazer escolhas coerentes no gerenciamento dos pilares biológicos que estão ao nosso alcance, que não haja dependência de nada e nem de ninguém para acessá-los e usufruí-los. São eles: alimentação, sono, atividade física e gerenciamento inteligente dos agentes estressantes presentes na relação sociocultural no dia a dia da pessoa. 

Nos aspectos de alimentação, sono e gerenciamento de stress social estamos seguindo as orientações dos especialistas de cada área que estejam considerando essas variáveis e que as tornem autogerenciáveis. Ou seja, o que está ao meu alcance, ao seu alcance, ao alcance de qualquer pessoa, que possa ser feita e realizada de maneira autônoma, independente. Eu escolho, eu decido, eu realizo. 


Atividade física


É aqui que entra minha área de expertise. Atuei no condicionamento físico de alta performance em atividades competitivas profissionais de nível mundial no voleibol, entre 1970 a 1992. A partir desse período, decidi ajustar o conhecimento acumulado — aplicado com resultados reconhecidos internacionalmente — para a promoção da saúde e do bem-estar da maior parcela da população.

Em 2005, quando completei 58 anos, resolvi direcionar minha atenção e recursos para estudar a biologia do envelhecimento, e quero fazê-lo, enquanto puder até entender isto profundamente. Cabe dizer aqui que hoje aos 78 anos estou fazendo uma pós-graduação em Gerontologia! 


Mudanças em relação a Atividade física tradicional. 


As mudanças seguem no mesmo sentido na proposta de atividade física, ou seja, estão direcionadas para atingir eficiência na autonomia e independência cognitiva/motora para pessoas idosas, e primeiramente é um plano pessoal. Lembra, vou completar 79 anos. 

Garanto a você leitora e leitor, são mudanças radicais que vou compartilhar com vocês nas próximas publicações aqui nesta página! 


Até breve e muita saúde, bem-estar, autonomia e independência.

Por José Augusto Menegatti 20 de novembro de 2022
“Acrescente vida aos anos ao invés de anos à vida.” - Hans Selye
Por JOSÉ AUGUSTO MENEGATTI E CARLA LEE 19 de novembro de 2022
Em nossos textos estamos constantemente nos referindo à eficiência estrutural e funcional humana ao longo da vida. Para que esta eficiência aconteça o primeiro ponto a ser considerado é se as células que nos constituem e nos transformam estão sendo nutridas tanto em quantidade quanto em qualidade. Isto é uma das funções do sistema vascular. Veja que não é uma tarefa fácil quando consideramos que o número de células a ser alimentada está em torno de 40 trilhões.
Por José Augusto Menegatti e Carla Lee 5 de janeiro de 2021
*por José Augusto Menegatti e Carla Lee 
Por Profile Profile 28 de fevereiro de 2020
A fragilização humana deixou de ser uma condição observada em adultos idosos e nas últimas décadas passou a estar presente em todas as fases da vida, desde os bebês! Crianças A organização mundial da saúde, que em 2010 havia publicado um guia de atividades orientado para pessoas desde 05 até 65 anos ou mais, publicou em 2019 um guia orientando atividades para bebês e crianças até 05 anos. A razão é a constatação epidêmica de fragilização, sobrepeso e obesidade já nesta etapa da vida. GUIDELINES ON PHYSICAL ACTIVITY, SEDENTARY BEHAVIOUR AND SLEEP FOR CHILDREN UNDER 5 YEARS OF AGE disponível gratuitamente na internet.
Por José Augusto Menegatti e Carla Lee 24 de dezembro de 2019
Vamos falar um pouco de algumas coisas que acontecem em praticamente todos os finais de ano e férias. Grandes comemorações, exageros na alimentação, falta de cuidado com o sono/repouso e excesso de atividades, ou ausência delas! Festas Nas festas de final de ano comemoramos o ano que passou e esperamos por boas coisas no ano que está iniciando. Nestas comemorações os exageros em comidas e bebidas é o que mais acontece! Lembre-se Comemore a passagem do ano, pense nas boas coisas que aconteceram e procure refletir sobre as dificuldades pelas quais passou. Honestamente, a história de que nos últimos dias do ano vale tudo pode trazer grandes prejuízos que podem ser evitados.
Por José Augusto Menegatti e Carla Lee 11 de dezembro de 2019
- Tenho dor nos joelhos, como posso fazer atividade de impacto? - Se atividade de impacto é boa por que tantas pessoas que correm têm problemas no joelho? Bem, em primeiro lugar é preciso ressaltar que quando uma pessoa quer realizar qualquer atividade é essencial que as articulações estejam organizadas, alinhadas e em sincronia com as outras articulações de forma a preservar a integridade e a ordem (morfo)estrutural. Seja ao sentar, levantar, subir e descer escadas, andar, correr, ficar em pé ou mesmo ao pedalar, ou remar! Em segundo lugar existe a questão da progressão na realização das atividades. Pense bem, uma pessoa que não caminha não pode começar a caminhar por uma hora, uma pessoa que nunca correu não pode começar a correr por meia hora seguida, ou seja, comece aos poucos. ORGANIZAÇÃO (MORFO)ESTRUTURAL E HÁBITOS POSTURAIS Vejamos: uma articulação que não apresenta um alinhamento adequado, como os joelhos em ”X” (joelhos em valgo), não permite uma distribuição adequada na pressão nos meniscos medial e lateral (de dentro e de fora), além de este desalinhamento trazer consequências para outras articulações, como tornozelo, quadril e coluna. Agora imagine o que acontece quando essa pessoa caminha por uma hora a uma média de 100 passos/minuto, ou seja, 6.000 passos com esse desalinhamento! Cada vez que ela senta e levanta, sobe e desce escadas, fica em pé, essa distribuição de pressão nos meniscos está acontecendo de maneira ineficiente e provocando desgaste estrutural. Outra situação que está se tornando muito comum na atualidade é a hiperextensão dos joelhos. Pessoas que estendem os joelhos além da vertical (posição neutra da articulação), geralmente o fazem mais por hábito postural do que uma questão genética. Esta atitude pode dar origem a dores na lombar e cervical. É POSSÍVEL MELHORAR O ALINHAMENTO ARTICULAR? Sim, claro, desde que a pessoa compreenda como está organizada, encontre uma melhor organização e alinhamento articular, sem compensações em outras articulações. Certamente é preciso informações para realizar isto de maneira eficiente, e a orientação de um profissional competente pode ajudar muito, além de manter atenção constante aos hábitos posturais prejudiciais e realizar movimentações educativas com frequência. MOVIMENTOS EDUCATIVOS Estar em pé