ATIVIDADE FÍSICA – POR QUE ISSO É TÃO IMPORTANTE?

José Augusto Menegatti • 9 de fevereiro de 2026

Conhecimento que nasce da vivência

No texto anterior (clique aqui), falei sobre longevidade saudável, autonomia e independência ao longo do envelhecer, e apresentei alguns pilares que sustentam essa escolha no dia a dia. Um deles é a atividade física. E é por aí que começo agora.


Para falar da importância do movimento, vou começar por um exemplo extremo. Um desses que ajudam a gente a entender rápido o que realmente está em jogo.


Agências espaciais, ao longo dos anos, criaram estudos para observar os efeitos da microgravidade no ser humano. Para isso, voluntários são pagos para permanecer deitados em leitos especiais, sem se movimentar, por períodos prolongados. Esse estado de inatividade forçada é chamado de “estado hipodinâmico”.


Os resultados são fortes. Em apenas 72 horas, a estrutura corporal começa a apresentar sinais claros de deterioração. O fluxo de líquidos se altera, indicando mudanças hormonais e desidratação. O tônus muscular cai de forma generalizada — não só nos músculos esqueléticos, mas também afetando órgãos internos. A eficiência do coração e do sistema vascular diminui, há perda significativa de cálcio nos ossos e surgem sintomas como dores de cabeça, dores nas costas, constipação, cansaço constante, desânimo, sintomas depressivos e desorientação cognitiva.


Um detalhe importante: todas essas pessoas estavam em excelente nível de condicionamento físico antes de iniciar o estudo.


Essas experiências deixam algo muito claro. A inatividade é profundamente deletéria e antinatural, mesmo em pessoas saudáveis.


Onde eu quero chegar com isso?


Sem chegar a um extremo como esse, o comportamento sedentário — aquele baixo nível de atividade física que se tornou tão comum — produz efeitos parecidos ao longo do tempo. Isso não é novidade, está aí todos os dias na mídia. O que chama atenção é outra coisa: mesmo com tanta informação disponível, o número de pessoas sedentárias continua crescendo. No mínimo, intrigante.


Minha leitura sobre isso é simples. Grande parte das propostas de atividade física ainda está baseada em modelos esportivos ou competitivos. Programas engessados, pouco conectados com a vida real das pessoas. A consequência é óbvia: falta motivação, falta constância, não cabe na agenda.


O que eu proponho é outra lógica.


Movimentos com propósito. Caminhar para se deslocar, pedalar, remar, velejar, explorar trilhas, estar em ambientes externos. Atividades que façam sentido, que tenham relação com o viver, e não apenas com “cumprir um treino”.


E quando falamos em exercícios, vale ampliar o olhar. A casa, o local de trabalho, os espaços do dia a dia podem ser grandes aliados. O chão, as cadeiras, os móveis — tudo pode virar oportunidade de movimento quando existe atenção, curiosidade e intenção.


Mas não é só isso.


Como está sua alimentação? E a qualidade do seu sono? E o nível de estresse que você acumula diariamente no ambiente em que vive e trabalha?


Esses fatores formam, junto com o movimento, os pilares que sustentam estados reais de saúde e bem-estar — aqueles mesmos apresentados no texto inicial desta proposta.


Quer experimentar outro jeito de olhar para isso tudo?


Acompanhe nossas publicações e os conteúdos do projeto Menegatti Digital – conhecimento em movimento. Nos próximos textos, sigo aprofundando os demais pilares dessa escolha por autonomia ao longo do envelhecer.


Para refletir e levar com você: até hoje, nenhum produto farmacêutico se mostrou mais eficiente para manter massa magra, força, flexibilidade, agilidade, eficiência metabólica, saúde e bem-estar do que dias ativos, com movimento, atividade cognitiva, propósito e interação com o ambiente.


SEGUIMOS JUNTOS.

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- Tenho dor nos joelhos, como posso fazer atividade de impacto? - Se atividade de impacto é boa por que tantas pessoas que correm têm problemas no joelho? Bem, em primeiro lugar é preciso ressaltar que quando uma pessoa quer realizar qualquer atividade é essencial que as articulações estejam organizadas, alinhadas e em sincronia com as outras articulações de forma a preservar a integridade e a ordem (morfo)estrutural. Seja ao sentar, levantar, subir e descer escadas, andar, correr, ficar em pé ou mesmo ao pedalar, ou remar! Em segundo lugar existe a questão da progressão na realização das atividades. Pense bem, uma pessoa que não caminha não pode começar a caminhar por uma hora, uma pessoa que nunca correu não pode começar a correr por meia hora seguida, ou seja, comece aos poucos. ORGANIZAÇÃO (MORFO)ESTRUTURAL E HÁBITOS POSTURAIS Vejamos: uma articulação que não apresenta um alinhamento adequado, como os joelhos em ”X” (joelhos em valgo), não permite uma distribuição adequada na pressão nos meniscos medial e lateral (de dentro e de fora), além de este desalinhamento trazer consequências para outras articulações, como tornozelo, quadril e coluna. Agora imagine o que acontece quando essa pessoa caminha por uma hora a uma média de 100 passos/minuto, ou seja, 6.000 passos com esse desalinhamento! Cada vez que ela senta e levanta, sobe e desce escadas, fica em pé, essa distribuição de pressão nos meniscos está acontecendo de maneira ineficiente e provocando desgaste estrutural. Outra situação que está se tornando muito comum na atualidade é a hiperextensão dos joelhos. Pessoas que estendem os joelhos além da vertical (posição neutra da articulação), geralmente o fazem mais por hábito postural do que uma questão genética. Esta atitude pode dar origem a dores na lombar e cervical. É POSSÍVEL MELHORAR O ALINHAMENTO ARTICULAR? Sim, claro, desde que a pessoa compreenda como está organizada, encontre uma melhor organização e alinhamento articular, sem compensações em outras articulações. Certamente é preciso informações para realizar isto de maneira eficiente, e a orientação de um profissional competente pode ajudar muito, além de manter atenção constante aos hábitos posturais prejudiciais e realizar movimentações educativas com frequência. MOVIMENTOS EDUCATIVOS Estar em pé